A cultura e as línguas clássicas

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Sábado, 23 / 09 / 17

Estudar as Línguas Clássicas - 2

 

Outro grande defensor das Humanidades e das Línguas Clássicas, o espanhol Carlos García Gual, numa conferência de lançamento do seu último livro ("Figuras con paisajes griegos: sendas entre mitos y novelas") incita à luta sem tréguas na defesa das Humanidades tão abandonadas nos dias de hoje. Trata-se de uma batalha em defesa da cultura e da educação — afirma.

Notícias a consultar aquiaqui .

 

"Não se trata de negar a tecnologia que abunda hoje em dia, mas nem por isso se devem esquecer os conhecimentos clássicos".

 

"A literatura e o amor aos clássicos oferecem horizontes de liberdade."

 

publicado por isa às 13:11
Quinta-feira, 21 / 09 / 17

Estudar as Línguas Clássicas - 1

" Rapazes, a internet não basta, para conhecer o mundo é preciso o Latim"

 

Assim começa a Carta dirigida aos estudantes por Ivano Dionigi, neste início de ano lectivo (ver notícia aqui). Este professor universitário italiano e especialista em estudos clássicos tem sido um dos grandes lutadores na defesa das Humanidades, e das Línguas Clássicas em particular, numa altura em que, por todo o lado, se apregoa uma cultura do imediato, do "útil" no sentido economicista, com base, essencialmente, naquilo que, financeiramente, dá lucro.

 

"O Latim ensina-te a importância da palavra"

 

"Nós hoje falamos mal e temos necessidade de uma ecologia linguística"

 

"Porque as palavras, como as pessoas, têm uma origem, um rosto, uma história"

 

Estas algumas frases significativas da carta de Iavano Dionigi, ele que defende a importância de estudar a língua de Cícero, salientando que o Latim ensina o valor da comunicação e, sobretudo, o valor do tempo, pois com a internet arriscamo-nos a permanecer "esmagados" num eterno presente.

 

 

publicado por isa às 12:39
Segunda-feira, 01 / 05 / 17

Uma cultura humanística para todos

São muitas as vozes que se levantam, nos vários países da Europa, em defesa da cultura clássica, do estudo do Latim e do Grego nas escolas.

 

A professora italiana Emanuela Andreoni Fontecedro, da Universidade Roma Tre (numa entrevista que pode ser lida aqui ), defende que:

 

“é necessário reintroduzir os jovens na cultura humanística com o estudo do latim a partir da escola média. De outro modo “os bárbaros” levarão a melhor."

 

Afirma a professora de literatura latina que desde os anos 80 escreveu muito sobre a necessidade de estudar latim e cultura clássica, mas foi tudo em vão, e daí, declara:

 

“o falhanço da perspectiva educativa deste país, e de outros estados europeus, que renunciaram à sua identidade cultural — fundada no latim e na cultura humanística — está á vista de todos. Não se trata somente de ter traído a própria identidade, mas juntamente com isso ter-se tornado fraco frente às invasões bárbaras (com as quais entendo especialmente o carrocel das idiotices, da maledicência, da conversa vã, dos ídolos primitivos) de assim ter-se ofuscado também a capacidade de compreender o diferente."

 

Por isso defende que:

 

"A cultura profunda de séculos e milénios deveria ser participada por toda a população. Só assim uma sociedade cresce. Daí a necessidade de iniciar a cultura humanística com o estudo do latim a partir da secundária do primeiro grau."

 

"Como professora de literatura e da herança clássica na literatura europeia, observo que a riqueza das disciplinas humanísticas é a âncora do pensamento que oferecem com o seu panorama milenário que engloba a história, a filosofia e as artes. Compreendo que esta força da mente deve ser dada a todos, o mais cedo possível.

 

Escreve: “É um erro sem desculpa o de tornar vazia e superficial uma sociedade, erradicando-a da própria tradição, do conhecimento que forma a mente e a alma de um povo e dão por isso força à nossa escolha. É uma responsabilidade oferecê-la sem raízes às armadilhas materiais e espirituais que a cercam. Mesmo hoje.” Porquê?

 

"A imagem de um povo ignorante, sem história, sem reflexão faz-me pensar no mito da caverna narrado por Platão, justamente na sua República, a obra sobre o Estado. Escravos na caverna os homens não têm conhecimento da verdade e confundem-na com a sombra.

 

A nossa sociedade repudiou a cultura humanística e humilhou os professores da escola, enquanto os media apregoam e premeiam o inútil e o vão. Ora, a cultura humanística serve para compreender o instante que é a nossa vida e ensina a procurar os verdadeiros valores para este instante fugaz, exactamente por isso."

 

 

 

publicado por isa às 20:36
Temas a tratar: o latim e o grego — seu estudo; a língua e a cultura; as origens da língua portuguesa; etimologias; a cultura clássica e a cultura portuguesa

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