Holanda, um país onde as línguas clássicas têm valor

 

Parece que, ao contrário de outros países, nomeadamente os de línguas românicas, na Holanda as línguas clássicas são consideradas importantes para a formação dos jovens e o seu estudo tem vindo a aumentar nos últimos anos, chegando aos 10 mil alunos no ano de 2015.

Neste país do Norte, até onde Júlio César alargou as suas campanhas, há estabelecimentos de ensino — os gymnasia — onde o latim e o grego constituem o tronco comum de aprendizagem. No gymnasium todo o aluno, a partir dos 12 anos, quando acaba o ensino básico e entra no ensino secundário, tem, obrigatoriamente, três anos de latim, com uma média de 2 a 3 horas por semana. A estes três anos seguem-se outros três em que podem optar por uma das línguas, grego ou latim, com uma média de 4 a 6 horas semanais, que podem chegar às 8 a 12 horas se continuarem com as duas línguas.

De salientar que estes estabelecimentos de ensino são tidos em alta conta pelos pais pois asseguram um enquadramento culturalmente mais homogéneo. Um em cada quatro alunos deste país faz a sua escolaridade num gymnasium.

No fim dos seis anos, os alunos fazem um exame de estabelecimento e um exame nacional, sendo a nota final a média destes dois exames.

 

Informação recolhida em Les Classiques entre prospérité et crise — L’enseignement du Grec et du Latin aux Pays-Bas por Bas van Bommel, in La Vie des Classiques (http://www.laviedesclassiques.fr)

 

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publicado por isa às 18:01