Também em França o ensino das línguas clássicas tem vindo a diminuir nos últimos anos. A página da confederação das associações de professores de línguas clássicas (CNARELA) dá conta da luta que têm travado em todas as academias do país, ano após ano.

No entanto, vejamos os números:

No ano lectivo de 2010/2011 estudavam línguas clássicas (Latim e/ou Grego) no ensino não universitário: 539 207 alunos. 


É que, em terras de Astérix, o estudo da língua latina começa no collège, correspondente ao nosso 3º ciclo, e, desde 1996, ele é facultativo nos três anos que precedem a entrada no Liceu (o nosso ensino secundário), com duas horas semanais no primeiro ano e três horas semanais nos outros dois. O grego é introduzido apenas no último ano do colégio, com três horas por semana.

 

E os números são impressionantes!

Na entrada de 2010 havia, no primeiro ano de Latim (somando o ensino público e o privado): 168 683 alunos; no 2º ano: 143 728 alunos; no 3º ano: 122 997 alunos; o Grego era frequentado no 3º ano por 19 013 alunos.

 

No Liceu as línguas clássicas são de opção, mas de escolha obrigatória segundo o curso a seguir. A soma de efectivos, neste ano lectivo, era de 16 466 alunos a Grego e 68 320 a Latim, nos três anos do Liceu. Daí essa soma de 539 207 alunos a frequentar as línguas clássicas no presente ano lectivo.

 

E os professores franceses  têm razão quando se queixam do abandono. É que, em 2000/2001 havia 577 943 alunos nestas disciplinas, número que foi caindo ao longo dos anos, sendo em 2008/2009 de 548 611, e continuando a diminuir, como se vê.

publicado por isa às 15:51